Ministério de Louvor

 

Sendo, pois, Davi já velho e cheio de dias, fez a Salomão, seu filho, rei sobre Israel. E ajuntou todos os príncipes de Israel, como também os sacerdotes e levitas. E foram contados os levitas de trinta anos para cima; e foi o número deles, segundo as suas cabeças, trinta e oito mil homens. Destes, havia vinte e quatro mil, para promoverem a obra da Casa do SENHOR, e seis mil oficiais e juízes, 5 e quatro mil porteiros, e quatro mil, para louvarem ao SENHOR com os instrumentos, que eu fiz para o louvar, disse Davi. Esta é uma palavra fiel: Se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja (1Cr. 23. 1-5; 1 Tm. 3.1).

INTRODUÇÃO:

Embora não encontramos na promulgação da Lei a separação específica de um grupo de levitas para o Ministério de Louvor (Nm. 8. 11, 15, 24), verificamos que isso foi feito mais tarde por Davi, inclusive com a modernização da Música incluindo novos instrumentos inventados pelo próprio rei Davi  (1 Cr. 23. 1-5; Am. 6. 5) e, de acordo com (2 Cr. 29. 25), essa ordem veio do Senhor, o que torna legítima a existência de pessoas separadas para exercerem essa função na casa do Senhor! Porém, como não estamos mais debaixo da Lei (Rm. 6. 14), é importante percorrermos os caminhos históricos para que possamos nos situarmos de forma mais segura na função, forma de exercício e estrutura do Ministério de Louvor. Que Deus nos conduza em segurança.

I – DEFINIÇÃO

a)      Ministério:

1)      Geral: Missão, encargo, função; Ministro = servo, servidor (Ex. 24. 13;  1Rs. 10. 5); Magistrados (Rm. 13. 3, 6); Pastores, Missionários, Mestres (1 Co.13. 5);  Jesus (Mt. 20. 28).  

2)      Específico: Encarregado do louvor a Deus.

b)      Louvor:

1)      Geral: Elogio, reconhecimento, etc.

2)      Específico: Declaração de amor, submissão, reverência a Deus.

II – ORIGEM:

a)      Natureza: desde a eternidade: “Agora cinge os teus lombos como homem; e perguntar-te-ei, e, tu, responde-me. Onde estavas tu quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência. Quem lhe pôs as medidas, se tu o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? Sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina, quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam”? (Jô 38. 3-7).

b)      Na era patriarcal: Jubal, a quem se atribui o título de  “inventor” da música. “E o nome do seu irmão era Jubal; este foi o pai de todos os que tocam harpa e órgão” (Gn. 4. 21).

c)      Na dispensação da Lei:

1)      Moisés e os levitas:

1.1   As três divisões dos Levitas: Coatitas (Nm 4. 2); os gersonitas (Nm. 4. 22); e os meraritas (Nm. 4. 29); 

1.2   Observe que nenhum grupo recebeu a incumbência de ministrar música no Tabernáculo.

2)      Davi e os serviços religiosos (1 Cr. 23):

2.1       A organização (1 Cr. 15 16-24):

*A Orquestra: Metais; címbalos (v. 19); Trombetas (v. 24); Cordas: alaúdes e harpas (vv. 20, 21);

*O Coro (v. 22): Parece que o coro cantava a mais de uma voz (v.20, 21) Alamote: Essa palavra significa soprano; seminite: Significa  oitava. Portanto, nos parece claro que havia uma voz principal e outra a uma oitava que podia ser abaixo ou acima da principal.

2.2       A distribuição dos levitas: Havia 38.000 levitas sendo: 24.000 superintendentes da Casa do Senhor; 6.000 oficiais e juizes; 4.000 porteiros; e 4.000 músicos (1Cr. 23. 4, 5). Isso a partir do período do Rei Davi;

2.3       Os mestres (Maestros) 288 (1 Cr. 25. 7). Provavelmente, atuavam em foram de escalas como acontecia com os Sacerdotes.

 

3)      As Escolas de profetas: Parece que nas escolas de Profetas, havia uma matéria específica de música. (1 Sm 10. 5). Isso nos indica que havia preocupação com a Música no Ministério Profético.

d)      Nos dias de Jesus:

1)      Não havia um louvor organizado: (Mt. 26. 30)

2)      No Novo Testamento há várias referências sobre salmos, hinos e cânticos espirituais  (Ef. 5. 19; Cl. 3. 16): OBS: Existem alguns grupos que não aprovam a utilização de instrumentos na Igreja, em virtude da ausência de referências a eles no NT.

(Continua na próxima semana, até lá...)